segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O tempo


O tempo sela amizades, traz novos amigos potenciais, carrega amores, nos abre horizontes e com o acumulo de experiências fatalmente mudamos, as vezes mais do que esperamos.O tempo cura paixões impossíveis, amores frustrantes, e nos mostra o que realmente sobra de importante dentre as causas casuais que vivemos.O tempo revela, e o solvente pode mostrar fotografias que não queríamos ter tirado, momentos que não queríamos ter arquivado.O tempo traz pessoas que moram longe e levam outras que estavam perto.O tempo elucida idéias e projetos as vezes a verdade nos confunde.O tempo traz luz todas as manhãs e brilho nas noites.O tempo me fez mudar de idéia muitas vezes, uma delas foi em relação a minha faculdade, de química a comunicóloga vi descortinar em minha frente muitas histórias, muitas dúvidas e no fim me confundi, me compliquei e vi um duble de fotografias nas minhas lembranças. O tempo rouba relações eternas , as transfigura em relações cotidianas e só não quero vê-las transformadas em ligações corriqueiras.A faculdade está pela metade, já foram vários grupinhos formados, e reformulados. Foram crianças surgindo e unindo o que parecia ser seccionado por natureza.Estamos no meio do caminho... o tempo pode dar tempo para reconstruir o que hoje me parece ruir.

O tempo cada dia é mais curto, cada dia tudo é mais imediato. O tempo não pára e não volta nunca mais.

Tempo é questão de prioridade...Basta saber quais serão nossas prioridades nesse restinho de faculdade que ainda temos.

domingo, 9 de novembro de 2008

A morte de Elis Regina

Apenas para frisar o bom trabalho de nossos colegas jornalistas, tão experientes no ramo, deixo aqui o registro de uma matéria feita sobre a morte da cantora Elis Regina, em 1982. De lá pra cá, muita coisa mudou na estética televisiva. O tratamento da imagem, as cores, os enquadramentos, o formato quadrado da matéria, o texto em off e outros detalhes. A cobertura a funerais, no entanto, deveria ser um procedimento sério desde sempre. Para os muitos que torceram pra ver o rosto fúnebre de Getúlio Vargas em alguma foto, ou ainda o papa João Paulo II sendo velado, o vídeo preenche esta lúgubre lacuna.
Destaque para o bom senso do repórter com os pais da cantora e para a curiosidade mórbida do cinegrafista.
Para ver o vídeo, clique aqui.

Liberdade de informação

Motivado pela proposta de meus amigos de sala, de postarmos vídeos em nosso blog, alias, brilhante idéia, resolve escrever esse artigo e suscitar a liberdade de informação dentro de nossa Universidade.
Vivemos num tempo em que a informação é mediada não apenas pelas palavras, mas principalmente por imagens. Nosso tempo é o tempo da velocidade do imediatismo e, não a melhor maneira de representar e expressar nossos pensamentos e ideologias do que através delas, as imagens, dizem que uma vale mais que mil palavras, não sei se é correto essa afirmação, mas que sem dúvida nem uma são de fundamental importância para compreender nosso tempo elas são.
A importância da imagem no século XXI é gigantesca, tanto é que se fazem estudos sobre ela em universidades e instituições de ensino superior de todo mundo. Mas se a imagem é tão importante como pode uma instituição de ensino proibi-la? E inconcebível que um veículo de informação imagética como o You Tube, e não só ele, sejam bloqueados.
O You Tube e fonte de informação sim e de pesquisas também, quantas é quantas vezes se faz necessário ilustrar nossos trabalhos acadêmicos com imagens, que as enriquecem, e os tornam mais atrativas aos olhos e ouvidos dos outros.
Cabe a mim e aos meus colegas de faculdade colocar em pauta essa discussão, pois, como futuros jornalistas, temos que defender a liberdade de informação, seja lá onde for, principalmente no meio acadêmico. Nosso Código de Ética diz que, temos que lutar pelo direito fundamental do cidadão à informação, que abrange direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação de interesse público, nós não podemos admitir que esse direito seja impedido por nenhum tipo de interesse ou razão seja lá qual for.

sábado, 8 de novembro de 2008

Aqueles anos incríveis...

[Festival Primeira Plano de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades 2008]

Na noite de quarta-feira, 29 de outubro, após as sessões habituais de vídeos regionais e curta-metragens nacionais, um filme especial se destacou entre os demais, fazendo com que os espectadores disputassem cada cadeira do Cine Palace. Trata-se do longa-metragem Loki – Arnaldo Baptista, documentário que conta a trajetória do músico desde sua adolescência, até os dias atuais, passando pela conturbada juventude, enquanto líder dos Mutantes, um das maiores expoentes da música brasileira.

Digido por Paulo Henrique Fontenelle, que estava presente na sessão, Loki vai além do registro documental da carreira do multi-talentoso Arnaldo. O filme resgata o contexto político-social em que sua juventude acontecia, traçando assim, um painel histórico brasileiro com riqueza de detalhes. Contando com um acervo invejável, o filme se utiliza de diversas imagens de arquivo, que vão desde os sempre lembrados festivais de música da década de 60, até gravações pessoais dos Mutantes, em excursão por todo o mundo. A banda, personagem fundamental na vida de Baptista, ganha destaque durante toda a projeção, estabelecendo o elo do músico com o mundo, como sua forma de expressão.

Loki (o título é referência ao cultuado álbum solo do músico) recria ainda, com intensidade de depoimentos, o período de outro dos Mutantes, no qual a então vocalista, Rita Lee, foi esposa de Baptista. A ausência da roqueira no filme não só incomoda, como deixa claro uma mágoa além daquela descrita no longa. A separação conturbada do casal ocasionou uma tentativa de suicídio de Arnaldo, que carrega consigo as seqüelas e os traumas. Além disso, o envolvimento com o LSD e outras drogas ainda prejudicou o andamento dos trabalhos, suas composições e lançou o músico ao ocaso.

Presente na platéia, Baptista – junto com Lucinha Araújo, sua atual esposa – foi ovacionado desde o início da projeção até o último nome dos créditos finais, onde os aplausos se mantiveram por cinco minutos ininterruptos. Aliás, é comovente o tom quase infantil com que ele se comporta e como reage ao carinho ou a grandes homenagens. Seus acessos inesperados de alegria ou suas demonstrações de carinho trazem da tela o personagem terno e a figura cativante de uma parte da nossa história que ganhou, merecidamente, um registro à altura.

G20: uma abertura para a ação brasileira

Hoje, dia 8, o G20 se reúne em São Paulo para discutir a crise financeira mundial. O presidente Lula defende a intervenção do Estado na economia. Porém, as medidas tomadas pelo banco central brasileiro ainda são incipientes.
As grandes potências econômicas do G7 acreditam em exportações para países emergentes para superar a crise. Sendo assim, há uma grande abertura para estes países buscarem mais voz nas discussões internacionais, principalmente Brasil, Índia e China. O presidente Lula fará o discurso de abertura do fórum, podendo aproveitar para influenciar neste sentido. Alguns países parecem já enxergar a importância da discussão com países emergentes, como é o caso da França e do Canadá.
É bem provável a definição de novas regras na regulamentação da economia mundial após o fórum. E ainda, a adoção de novas medidas por parte do banco central brasileiro que podem acalmar o mercado.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Z.É. ( Zenas Emprovisadas )

Achei a idéia do Teo de colocar alguns vídeos aqui no blog muito boa, entao resolvi começar com um que contém cenas extraídas do DVD Z.É. XI TEMPORADA. O intuito é dar um ar de discontração e diversificar as publicações do blog.
Z.É. ( Zenas Emprovisadas )é uma maratona de improvisação, com um elenco fixo de atores: Fernando Caruso, Gregório Duvivier, Marcelo Adnet e Rafael Queiroga e alguns convidados como Alexandre Régis, Marcius Melhem.
Este video contém algumas das cenas do show, mas no site do youtube é possível encontrar o restante.
Como nao foi possível anexar o video ao texto, este é o link -http://www.youtube.com/watch?v=bJj7c9uG_94

O que faz você no mundo?


Dizem por aí que o mundo tem aprendido a conviver com a diversidade cultural. Nós, brasileiros, em especial sabemos bem o que é isso,colonizados por portugueses, holandeses, franceses e com traços dos índios natos somos o país da miscigenação.
Mas numa dessas reflexões de bar eu me peguei questionando sobre uma diversidade mais profunda, não a que existe entre negros, loiros ou ruivos. Mas a diversidade de pensamento, de idéias, de ações que coexistam de forma respeitosa. Então comecei a observar as pessoas que estavam a minha volta. Percebi que todas se vestiam com do mesmo jeito, fossem negros ou brancos, todas pareciam agitadas (Tudo bem! Era uma sexta-feira às 4 da tarde, confesso), todas regidas por um mesmo padrão, por necessidades comuns.
A partir desse dia passei MESMO a pensar sobre o assunto, percebi que há alguns anos existiram pessoas que modificaram a estrutura de pensamento de uma época como Einstein na ciência, Elvis e Beatles com a disseminação do rock, Martin Luther King com a sua causa social, observem que os exemplos não se restringiam a apenas um grupo, mas alcançaram a massa de uma forma incontrolável. Implantaram seus pensamentos, seu ritmo e suas teorias de forma expansiva e geral.
Na minha breve pesquisa pelo "google" achei um nome muito interessante, não sei se já ouviram falar em Banksy, mas ele é o anônimo mais famoso do mundo. É o artista de rua mais expressivo que já existiu, ninguém sabe seu nome ao certo, nem a sua aparência. Sabe-se que ele nasceu em Bristol, no Reino Unido e seus stencils são facilmente encontrados nas ruas de Londres. De grafiteiro iniciante aos 14 anos, hoje ele se destaca devido a ousadia de sua arte, que pode custar até 10 mil dólares.
Procurado pela polícia e desprezado pelos artistas, por ter tornado a arte em uma coisa "pop", o que importa é que Banksy protesta, debocha, expõe suas idéias ao mundo como forma de inovação, utiliza-se de uma habilidade para expor sua diversidade ideológica. E o faz de forma brilhante.
Não estou aqui incentivando a você a começar a riscar as paredes da sua cidade, mas vamos refletir sobre aquilo que nos faz ser nós mesmos e expor isso ao seu ciclo social, a sua comunidade, a sua cidade e ao mundo. Use suas habilidades, use a sua inteligência e não restrinja a sua capacidade a apenas um grupo seleto, porque a massa também pode aderir uma idéia inteligente.

Para quem quiser conhecer mais da arte de banksy, aqui vai o site: http://www.banksy.co.uk/

Você tem Q.I ?

Todo universitário precisa de um estágio ou uma bolsa, que no final das contas é a mesma coisa. Nem é tanto pelo dinheiro, claro que ele ajuda e muito. É mais pela experiência que se adquire. A Facom, por exemplo, é um curso com muita teoria e pouca prática, por isso é de extrema importância colocar em ação o que se aprendeu para não chegar “cru” ao mercado de trabalho.
Só que arrumar um estágio ou conseguir uma bolsa é um grande dilema, pois além dos pré-requisitos que cada candidato deve ter para concorrer à determinada vaga, existe um que fica bem oculto: o Q.I. Não é o quociente de inteligência não. Quem dera que fosse, talvez seria até mais fácil. Estou falando do Quem Indica. Aquela pessoa, amiga ou conhecida, que pode abrir portas para você. O Q.I está em todos os lugares e em todas as situações. O que acontece agora, na hora de conseguir um estágio, é um prenúncio do que vamos encontrar lá fora, no mercado de trabalho.
A pessoa, além de vários cursos de especialização e idiomas, precisa de um Q.I. E coitado daquele que não tem! Agora me pergunto, do que adianta uma pessoa ser competente, inteligente e qualificada, se na hora “H” o que vai fazer diferença é o Q.I? Muitos me dizem que não adianta nada conseguir um emprego por indicação se não for capacitado, que logo a empresa percebe e manda embora. Tudo bem, concordo em partes. Mas como uma pessoa pode mostrar sua competência se ela não consegue a tão sonhada vaga, e muitas vezes por falta de uma pessoa que possa te indicar?
Pode até ser que eu esteja dando muita importância ao Q. I. Afinal, ele não garante que a pessoa vai ser contratada. Mas convenhamos que é um grande empurrãozinho, isso ninguém pode negar. Não é à toa que muitas pessoas já tenham percebido isso e assim ficam bajulando pessoas influentes, que podem abrir muitas portas. Elas estão erradas? Não. O erro é da empresa, de se deixar levar pela indicação de alguém, sem ao menos testar as habilidades e competências do candidato. Como isso é uma coisa que não cabe a nós mudar, temos é que ir procurando os nossos Q.Is. As duras penas estou percebendo a importância de se ter contatos. Como dizem: contato é tudo! E a propósito, alguém quer ser meu Q.I?

Malditos vídeos

"Mal posso esperar pra chegar em casa e ver isto"

A modernidade trouxe com ela manias terríveis cuja expressão dificilmente conseguimos evitar. Eu, que não sou alheia ao mundo, acabo também com alguns transtornos-obsessivos-compulsivos modernos. Mas há alguns que não fazem nada senão irritar.

Um deles é a maldita mania de se fotografar e filmar tudo. Não me entendam errado: não há nada mais divertido que rever fotos de festas esquecidas ou de encontros casuais com os amigos. Porém, quando deixa-se de viver o momento presente para apreciá-lo posteriormente em fotos e vídeos, a coisa toda perde o sentido. Por algum motivo, a imagem no papel ou em um monitor qualquer parece ter se tornado mais atraente do que aquela que se forma logo diante de nossos olhos.

Na semana passada, tive a oportunidade de ir a um show que tenho esperado há quase dez anos. Nada me tiraria do sério. Oito horas e meia de viagem em um ônibus sem ar-condicionado, fome, falta de dinheiro, cidade desconhecida, ônibus e metrôs - tudo valeria a pena quando pudesse cantar e pular ao som das músicas que eu tanto ouço desde a minha adolescência. E eu pularia, não fossem os milhares de braços que seguravam milhares de câmeras e brigavam por alguns milímetros em frente ao palco. A minha pobre câmera, pendurada no pescoço, ali ficou por quase todo o show, já que era impossível me mexer para pegá-la. A máfia do Youtube - aqueles que filmam cada detalhe de shows para postá-los assim que possível - ocupava toda a grade e deixava os verdadeiros fãs se estabefando por algum espaço logo atrás. Ninguém cantava sequer uma música: o importante era capturar em vídeo os riffs de guitarra.

Eu, fã que sou, tirei algumas poucas fotos. Elas são como uma muleta da memória: me apóio nelas para lembrar de todo o resto - movimentos, músicas e sensações. Cada detalhe que fez daquele momento únicos. Os que perderam todo o tempo filmando, esqueceram de gritar, chorar, dançar, conversar...

Não adianta: fotos e vídeos podem relembrar sentimentos, mas não criá-los.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Por que é tão difícil acabar com o orkut?


O orkut é uma rede social filiada ao Google, criada em 19 de Janeiro de 2004 com o objetivo de ajudar seus membros a criar novas amizades e manter relacionamentos. Esta era a sua finalidade quando foi criado, mas como sabemos, ele hoje em dia é muito mais que isso.
O orkut se tornou além de entretenimento, um instrumento de trabalho, um site de buscas, um detetive virtual, uma exposição da vida de cada um.
Quem nunca se pegou olhando o orkut de uma pessoa desconhecida? Ou vasculhando a vida de outra? Muitas vezes ainda divulgamos informações que acabam tendo uma repercursão enorme. Todas as ferramentas que compõe o site, faz com o seu pessoal se exteriorize e que o particular se torne público em poucas clicadas.
Muitas críticas tem sido feitas ao Orkut. Uma das maiores é a falta de controle as comunidades ofensivas dos usuários. É possível se fazer apologia ao racismo, brigas, assassinatos, sem qualquer punição. Um usuário usualmente se camufla para tal. Outra crítica comum, é o internetês que vem acabando com a linguagem portuquesa e a norma culta. Contudo, essa prática não é exclusividade do Orkut, já que em vários lugares na internet isso é usado e, antes mesmo dele aparecer, esse tipo de linguagem já existia. Mas o que mais se discute de fato é o abalo a integridade moral das pessoas. Há uma facilidade muito grande de crianças se cadastrarem no orkut e receber imagens de conteúdo pornografico, idéias suicidas, e outros.
Por mais que este site de relacionamentos tenha seus contras, há quem diga que foi uma das melhores invenções do homem em matéria de internet.
E de fato é! O orkut permite uma maior interação das pessoas, permite o reecontro de amigos que há muito tempo nao se encontram, permite novos relacionamentos...
O orkut ja se tornou um companheiro para muitos e nos separarmos dele é mais difícil do que se parece. Podemos até acabar com nossa conta em um ataque de raiva ou coisa parecida, mas sempre estamos de volta! Afinal a pergunta mais feita pelas pessoas nos dias de hoje é: “Você tem orkut?”.

Ansiedade

Assino a revista Super Interessante faz uns seis meses, já era leitor assíduo e continuo achando uma das revistas mais interessantes entre e as que estão disponíveis no mercado. A cada mês aguardo ansiosamente a nova capa, a nova matéria especial, pois são sempre temas instigantes e curiosos, mas a deste mês caiu como uma luva para mim. Estava passando por uma banca - ainda não tinha recebido meu exemplar em casa - e vi o tema do mês "Ansiedade". Claro que fiquei louco para ler, confesso sou um ansioso crônico, estou sempre esperando algo para criar uma expectativa, seja por uma simples saída ou encontro com amigos, até os grandes eventos de nossa vida. No entanto, essa palavra danada, me faz sofrer e muito, dermatites, ondas de calor, aceleração do batimento cardíaco e muitos efeitos colaterais. É claro que tento a cada dia fica mais equilibrado, mas é difícil, como metade da sala sabe, dia 21 de novembro, estou partindo - eu e mais vários Facom's - para a terra do Tio Sam, serão alguns meses congelando em terras americanas, e é justamente este evento que tem tirado meu sono. A expectativa cresce a cada dia, quanto menos dias faltam para a viagem, mais apreensivo eu fico, é o medo de que dê tudo errado, é o desejo que dê tudo certo e também a simples vontade de que o dia chegue. Não aguento mais esperar...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

OLHOS ABERTOS

A portabilidade finalmente começa a ser empregada. Em Juiz de Fora ela entra em vigor nesta segunda, dia 03 de novembro. Certamente é uma vantagem para o consumidor, pois agora seu número de telefone celular independe de sua operadora. Certamente também, foi uma medida tomada “nas coxas”, uma vez que muitos pontos ainda não foram esclarecidos.
Vantagem ou não a estrutura atual das companhias telefônicas estão diretamente condicionadas aos pequenos prefixos existentes no começo de seu número de celular: 88, 99, 84..., eles dizem muito mais do que você imagina.
Cada empresa dita suas regras e promoções que fornecem benefícios de custo nas ligações para a mesma operadora, o que acontecerá com os consumidores que adquiriram os famosos oi 31 anos? Ou até mesmo, pacotes promocionais em que você compra minutos ou recebe descontos para falar com determinados números? Como serão administrados esses planos antigos?
Muitas dúvidas ainda pairam no ar.
Por exemplo, a maioria dos planos adquiridos possui carência mínima para cancelamento além de resultarem em descontos em aparelhos ou produtos diversos, descontos estes embutidos no valor de sua conta. Quem sairá perdendo serão as operadoras? Não se iludam, de certo que não. Desdobraram-se e, inventarão uma forma, novos impostos, tarifas a serem cobradas para mais uma vez lucrarem em cima do pobre consumidor, que ainda luta pelos seus direitos. Não sejamos enganados, enquanto novas regulamentações não forem estabelecidas: olhos abertos!

Faça o que é bom para você!

Não tem jeito! O mundo é dos gays! Há quem fale que é doença. Outros dizem que é distúrbio, coisa do demônio ou mera opção. Eu particularmente acho que é questão de gosto. Isso mesmo! Uma questão de gosto. Algumas pessoas gostam de homens, outras de mulheres. Há quem goste dos dois e outras que não gostam de ninguém. A verdade é que o mundo caminha para o multi sexualismo. As pessoas cada vez menos se interessam pelo sexo das outras. Elas gostam é de pessoas. Gostam de gente - coisa rara, nos dias de hoje.

Estamos cansados de ver mulheres que já tiveram vários homens na vida e simplesmente enjoaram deles. Hoje estão com mulheres, mas não descartam a possibilidade de se relacionarem novamente com homens. Quantos caras já tiveram esposas, têm filhos e hoje se completam com outro homem.? Muitas pessoas buscam entender o por quê de comportamentos como esse. Como se tratasse de alguma fórmula matemática a ser solucionada ou um enigma a ser desvendado. Não é fórmula nem enigma. É só a vida das pessoas. Procuram a respostas de algo tão simples quando existem atitudes bem mais complexas. Atitudes como a inveja, o rancor, o preconceito, a intolerância, assassinatos ou crimes hediondos.

Sábado passado, eu fui assistir a um show em um bar desses que são mais frequentados por gays e rolou uma situação muito engraçada. Eu estava com uma amiga hetero, de 48 anos, estávamos dançando, quando chegou vários casais de mulheres e homens. Entre eles, uma garota bonita, aparentemente bem feminina, que estava sem par. Mais do que depressa, todas as meninas começaram a olhar muito para mim, em especial a garota que estava sem namorada, sempre cochichando entre si. De vez em quando davam uma olhadela para minha amiga com olhos de quem está se perguntando: será que elas estão juntas? E essa minha amiga me perguntando: "será que elas estão pensando que a gente é?" Eu dei de ombros e disse que achava que com certeza sim. Então a garota solteira começou a flertar comigo. Quando a minha amiga foi embora senti o alívio nos olhos da tal garota. Cheguei mais perto do palco e fiquei dançando com outros amigos, todos homossexuais. E a menina me assediando... Der repente uma das meninas me puxou pelo braço e disse a típica frase: "posso te fazer uma pergunta? Tem uma pessoa querendo te conhecer..." Eu naturalmente, respondi que tinha namorado apontando para o mesmo, que estava tocando violão no palco. Desiludidas as meninas olhavam para mim, olhavam para ele... A menina que estava interessada em mim, subitamente desapareceu do bar. Acho que ficou sem graça, meio desiludida.

Aí algumas pessoas comentam: Nossa que constrangimento! Que menina sem noção! Não me senti constrangida, nem tão pouco incomodada com o assedio das meninas. Eu simplesmente agi como alguém comprometida que estava sendo paquerada por outra pessoa. O ser humano tem o hábito terrível de rejeitar tudo o que é diferente, tudo o que desconhecem. Hoje, mais do que familiarizada com esses ambientes com pessoas do mesmo sexo se beijando e se atracando sem o menor pudor, vejo o homossexualismo como algo natural e não me horrorizo nem um pouco. Me horrorizo sim com pessoas medrosas que fingem ser coisas que não são. Que são desonestas com os outros e consigo mesmo. Dou maior valor para aquelas pessoas que assumem o que são. E aqui não estou falando só do gosto sexual. Falo de todas os aspectos da personalidade.

Admiro quem se assume covarde, insensível, chorão, mimado, mandão, bonito, egoísta, sincero, simplório. O que importa é se assumir! Para si mesmo e para o mundo! E o que os outros vão pensar, vão falar ou fazer quanto a isso é exclusivamente problema deles. E vamos combinar: que problema inútil heim?

solidariedade!


No período passado, com a aula de comunicação comunitária, foi possível conhecer o nosso lado mais humano ao depararmos com outras realidades que não a nossa. Ficamos encarregados de fazer um trabalho comunitário dentro de instituições, que no caso do meu grupo foi o CEPROM (centro de promoção do menor).
Apesar de algumas dificuldades, tenho certeza que foi gratificante para todo mundo, ter este contato com uma realidade distinta, que até então, pelo menos eu, nunca havia tido.
Com o intuito de despertar o interesse de todos para que continue o trabalho que começamos semestre passado, resolvi escrever aqui um pouco sobre o centro.
O Centro de Promoção do Menor de Juiz de Fora – MG, CEPROM, é uma entidade filantrópica de direito privado que cuida de crianças em situação de risco social. E tem por objetivo atender crianças de 12 meses a 6 anos e 11 meses. As crianças são encaminhadas pelo juizado da infância e da juventude e pelos conselhos tutelares da comarca de juiz de fora. Elas são atendidas pelos seguintes programas: o regime de abrigo no qual são acolhidas provisória e excepcionalmente como forma de transição para reintegração ao grupo familiar ou colocação em uma família substituta e o regime sócio educativo que atende crianças que residem com suas famílias próximas ao centro, no período da manhã e da tarde.
A forma de prestação de serviços é gratuita, sem qualquer discriminação de clientela nos projetos, programas, benefícios e serviços de assistência social. O CEPROM tem estrutura para atender até 50 crianças.
Porém para continuar com um trabalho de qualidade o centro precisa de ajuda. Seja você também um sócio contribuinte!
CEPROM-Centro de Promoção do Menor de Juiz de Fora
Av Francisco Valadares, 2745 CEP: 36020-420 - Fone:(32) 3235-1047

Um ano fantástico para o esporte mundial

Este ano sem dúvida entrará para a história do esporte mundial. Em primeiro lugar por se tratar de um ano olímpico, mas não só por isso. No Brasil, por exemplo, vivenciamos o melhor de todos os campeonatos brasileiros por pontos corridos, a disputa e tão sensacional que faltando apenas cinco rodadas para o término da competição temos cinco times com chances de sagrar-se campeão. E a disputa deve permanecer até a última rodada.
Voltando a falar em olimpíada nunca se viu tantos recordes quebrados, o nadador Michael Phelps mostrou ser realmente inigualável conquistando oito medalhas de ouros coisa nunca vista antes. Mas o show olímpico não veio apenas das piscinas o jamaicano Usain Bolt assombrou todo o mundo ganhando o 100 e os 200m com estrema facilidade, no atletismo, colocando o ninho do pássaro a seus pés.
Se não bastassem esses dois grandes momentos olímpicos, para não falar de tantos outros, aqui no Brasil presenciamos dois grandes momentos que entraram para a história, o primeiro deles foi à conquista do hexacampeonato mundial de Futsal pela seleção brasileira que venceu sua arqui-rival Espanha num jogo emocionante, consagrando enfim a geração espetacular de Falcão, Lenísio e compania limitada.
O outro grande momento e um dos mais emocionantes foi a última corrida da Fórmula 1, a ultrapassagem de Lewis Hamilton em cima de Timo Glock na última curva da última volta consagrou o primeiro negro a pilotar um carro de Fórmula 1 tornando-o o mais jovem campeão da competição.
E lógico que no fundo fica aquele sentimento de que poderíamos ter mais um piloto brasileiro campeão, mas que no fundinho adorei a vitória de Lewis adorei e sensacional ver que os negros podem chegar lá e mostra que são bons. Que venha agora a presidência dos EUA. Isso e uma pequena mostra que as diferenças que separam os homens começam a diminuir. "I Have a dream". Um dia o sonho se realiza.

Chuva causa estrago em Interlagos

É, infelizmente não foi dessa vez que o Brasil somou mais um campeão mundial de Fórmula 1. Depois de nomes como Ayrton Senna, Nelson Piquet e Emerson Fitipaldi, Felipe Massa poderia ter entrado ontem nesta seleta lista. Poderia. Mas não entrou. Para ser campeão, Massa precisava somar os pontos do primeiro lugar e ainda contar com no máximo um sexto lugar de seu adversário direto, Lewis Hamilton. Afinal, Massa estava sete pontos atrás de Lewis e a vitória em casa era imprescindível.
Após uma largada adiada por motivo de chuva forte, a corrida finalmente começa e carrega consigo a torcida, a paixão e a mandinga de milhões de brasileiros querendo ouvir novamente o tema da vitória. Se fosse pela combinação disso tudo, Hamilton teria quebrado na largada. Mas quem acabou abandonando a prova logo no início foi Nelsinho Piquet ao rodar. E David Coultard que abandonou a sua corrida de aposentadoria também na primeira volta.
Entra com pneus intermediários, a chuva pára, pneus para pista seca. Troca-troca à parte, Massa mantinha a primeira colocação e Hamilton a quarta como na largada. A chuva foi esperada a prova inteira e ela veio. Veio tarde, faltavam só dez voltas para acabar. Aliás, não tão tarde assim. Ela veio a tempo do alemão Sebastian Vettel ultrapassar Lewis Hamilton enquanto ele era quinto colocado, faltando três voltas para o final. Hamilton em sexto, Felipe campeão do mundo. Quando ninguém mais contava com o título, ele estava vindo. Quando todo mundo teve certeza, outro alemão, dessa vez Timo Glock é ultrapassado por Hamilton por não ter trocado os pneus quando voltou a chover. Felipe fez a sua parte, mas ainda não era o bastante. O pontinho que faltou na temporada passada para Hamilton, faltou dessa vez para Massa. E a chuva? Poderia ter saído como mocinha, infelizmente para nós brasileiros, ela foi uma terrível vilã.

domingo, 2 de novembro de 2008

A linguagem escrita

“Escrever é fácil: Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias.” (Pablo Neruda)

Hoje em dia é difícil imaginar o mundo sem a escrita. Sem ela, todas as áreas do conhecimento estariam prejudicadas, principalmente no campo da comunicação. Ainda que as novas tecnologias primem pela imagem, não há transmissão de informações sem um texto, por menor que seja. Mesmo nos programas televisivos, por exemplo, ela está presente na etapa de produção.
Nos tempos em que o homem ainda não conhecia a linguagem através de signos, ou seja, na época em que o mundo era reinado pela oralidade primária, cada geração transmitia seus conhecimentos à outra pelo uso da fala – de suas experiências – o que gerava uma vida em círculos: em toda geração havia a figura do herói, construído pelas mesmas idéias, e a sociedade era regida por mitos.
Porém, a partir do momento em que o ser humano conquistou a linguagem escrita, a sociedade passou a evoluir linearmente; estando sujeita, cada vez mais, a mudanças. A escrita transformou a comunicação na atividade mais importante do nosso século, facilitando a interação entre localidades distantes.
Se antes, na sociedade oral, uma idéia sofria diversas transformações – já que era passada de “boca em boca” – hoje este pensamento pode ser transmitido através de um texto, mantendo a sua originalidade.
Com isso, podemos concluir que evoluímos no campo da linguagem, na forma de transmissão de pensamentos; resta-nos refletir se progredimos na construção dessas idéias e se estamos fazendo bom uso da escrita.

Um pouco de segurança faz bem

Neste sábado aconteceu a formatura dos novos soldados da Polícia Militar em Juiz de Fora.

De acordo com a assessoria da corporação são 109 o número de policiais que estarão nas ruas da cidade e regiões vizinhas ainda este mês.

Os homens e as mulheres recém-formados no Curso Técnico de Segurança Pública passaram por aulas de sociologia, polícia comunitária, noções básicas de direito, relações humanas, direitos humanos e técnica policial militar.

Segundo o segundo o assessor de comunicação organizacional major Edelson Gleik da Silva, em entrevista à Tribuna de Minas, essa medida visa melhorar a capacidade de prestação de serviços à comunidade.

Mas este grupo recém formado será capaz de manter a ordem em nossa cidade?

Dos formandos eu foram vistos no La Rocca sábado, a maioria era composta por jovens homens tal como o soldado André Luiz da Silva Nojosa que em maio desse ano protagonizou uma das maiores tragédias já presenciadas na Festa Country de Juiz de Fora.

Ainda hoje está caso não foi completamente solucionado e as famílias dos jovens lesados esperam por justiça. Mas eles não estão só todos nós esperamos por justiça.

Numa época em que a impunidade, o abuso de poder é visto como algo normal. Numa época em que o “sabe com quem está falando?” se apresenta mais forte do que nunca, uma vitória da justiça é essencial para que possamos ter fé.

E caso como esse se repetem, jovens que por não ter a maturidade necessária, ou por estarem impregnados com o mal exemplo exibido por outros cometem abusos.

Os policiais são instrumentos de proteção de ordem, proteção à família e as pessoas de bem, mas é necessário que eles tenham como dever maior fazer o bem.

È preciso segurança para a cidade e seus cidadãos, queremos ter proteção.

Deste grupo que se formou essa semana, espero sim brilhantes carreiras, grandes feitos que possam ser refletidos em ganhos para nossa cidade.

Parabéns aos formandos. Contamos com vocês.

Segue abaixo um trecho do texto de Elisa Lucinda que ilustra bem o sentimento de todos que buscam justiça e a paz.

SÓ DE SACANAGEM

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'.

Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até Hábeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!

Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba! E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.' Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.

Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal. Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal! E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'

Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!

sábado, 1 de novembro de 2008

O futuro em nossas mãos.

A nova era da tecnologia tem se renovado freqüentemente e cada vez mais com maior rapidez. O que antes nos parecia apenas cenário de filmes de ficção científica, torna-se real e apresenta-se mais acessível com o passar dos dias. Nos vemos, a cada momento, em meio a um cenário de revoluções tecnológicas crescentes e inovadoras e não só isso, estamos no meio de atualizações constantes que nos bombardeiam a cada segundo. Alguns chegam, inclusive, a acreditar que marcas mundiais de computadores, softwares e outros aparatos eletrônicos, ao lançar um novo modelo no mercado, já têm desenvolvidos outros aparelhos mais evoluídos, mas os guardam na intenção de sempre ter algo melhor escondido na manga. Este é o capitalismo tecnológico do qual estamos falando.
Para demonstrar essa evolução, podemos nos basear no novo modelo de computador da Microsoft, lançado em maio de 2007, mas que só agora se encontra disponível no mercado. O Microsoft Surface é uma máquina com conceito totalmente diferente das demais. Ele funciona através do touchscreen, ou seja, através do toque de nossas mãos. Mas não como o Iphone da Apple. Ele é multi-touch, o que significa que várias pessoas podem utilizá-lo durante um mesmo momento. Seu formato parece com o de uma mesa de café da manhã e, inclusive, podemos utilizá-lo como tal. Ele é ainda sensível a um leve toque, sendo capaz de simular superfícies que se modelam ao mais suave contato de nossas mãos. Seus recursos nos fazem lembrar cenários de filmes de ficção, como A.I., Minority Report, Blade Runner, dentre outros. Sua capacidade de transferência de dados é muito grande e certas facilidades tornam sua praticidade enorme. Por exemplo, podemos descarregar as fotos de uma câmera digital sem a necessidade de um cabo ou a inserção de um chip. Basta colocar o aparelho sobre a máquina que os dados são transportados via Bluetooth. O mesmo acontece quando queremos colocar um novo aplicativo ou uma música no nosso aparelho celular.
O Microsoft Surface já está sendo comercializado. Não ainda para todos aqueles que o querem ou podem comprar – ele custa entre US$5 e US$10 mil dólares -, mas somente para uma gama reduzida de pessoas. Ele têm sido testado – e aprovado – primeiro por redes de hotel e cassinos dos Estados Unidos, mas em breve já estará disponível nas mais variadas lojas.
Sem dúvida, para aqueles que acreditam que o cinema prevê o futuro, temos uma demonstração de que não só ele prevê, mas abre portas para a imaginação que, não tão longe como muitos podem pensar, vão se transformar em bens de consumo ao alcance dos seres humanos. Nós só esperamos que, ao contrário de filmes como Matrix e o Homem Bicentenário, o homem não faça de si mesmo uma máquina, aprisionada por suas próprias evoluções e revoluções.

Raiva tola

Ando sentindo uma raiva da cultura e de suas produções, não tenho suportado a sétima arte, exposições, produções independentes, peças teatrais, os projetos de experiementação ou qualquer outra tipo de trabalho intelectual. Sexta-feira passada fui até um "centro cultural" da cidade, conferir uma mostra de curtas performances teatrais, há tempos não me sentia tão frustrado em um lugar, há tempos não sentia tanta raiva de ser cúmplice de uma imbecilidade como a que estava assistindo. "Livres interpretações", "trabalhos ludicamente inspirados" e releituras tão pseudo-intelectuais que me faziam bocejar. Eram atores correndo de um lado para outro, dançarinos em posição fetal ou de desespero por longos minutos, e muita gritaria, gritos de desespero, de vingança, de loucura, ou qualquer outra espécie, o importante era gritar, clamar versos surreais e a platéia ia ao delírio, a cada blackout um novo delírio, uma nova catarse, um novo encantamento com a esquete assistida que não dizia nada, que não acrescentava em nada.
Ando com raiva, uma raiva que sei que é tola e efêmera - mas estou - de toda essa alternatividade vivida nessa cidade estudantil, não quero me envolver, não quero ser mais um cúmplice ludibriado pelos encantos da cultura, não quero mais sentir que amanhã restará apenas o vazio.