segunda-feira, 3 de novembro de 2008
A portabilidade finalmente começa a ser empregada. Em Juiz de Fora ela entra em vigor nesta segunda, dia 03 de novembro. Certamente é uma vantagem para o consumidor, pois agora seu número de telefone celular independe de sua operadora. Certamente também, foi uma medida tomada “nas coxas”, uma vez que muitos pontos ainda não foram esclarecidos.
Vantagem ou não a estrutura atual das companhias telefônicas estão diretamente condicionadas aos pequenos prefixos existentes no começo de seu número de celular: 88, 99, 84..., eles dizem muito mais do que você imagina.
Cada empresa dita suas regras e promoções que fornecem benefícios de custo nas ligações para a mesma operadora, o que acontecerá com os consumidores que adquiriram os famosos oi 31 anos? Ou até mesmo, pacotes promocionais em que você compra minutos ou recebe descontos para falar com determinados números? Como serão administrados esses planos antigos?
Muitas dúvidas ainda pairam no ar.
Por exemplo, a maioria dos planos adquiridos possui carência mínima para cancelamento além de resultarem em descontos em aparelhos ou produtos diversos, descontos estes embutidos no valor de sua conta. Quem sairá perdendo serão as operadoras? Não se iludam, de certo que não. Desdobraram-se e, inventarão uma forma, novos impostos, tarifas a serem cobradas para mais uma vez lucrarem em cima do pobre consumidor, que ainda luta pelos seus direitos. Não sejamos enganados, enquanto novas regulamentações não forem estabelecidas: olhos abertos!
Faça o que é bom para você!
Estamos cansados de ver mulheres que já tiveram vários homens na vida e simplesmente enjoaram deles. Hoje estão com mulheres, mas não descartam a possibilidade de se relacionarem novamente com homens. Quantos caras já tiveram esposas, têm filhos e hoje se completam com outro homem.? Muitas pessoas buscam entender o por quê de comportamentos como esse. Como se tratasse de alguma fórmula matemática a ser solucionada ou um enigma a ser desvendado. Não é fórmula nem enigma. É só a vida das pessoas. Procuram a respostas de algo tão simples quando existem atitudes bem mais complexas. Atitudes como a inveja, o rancor, o preconceito, a intolerância, assassinatos ou crimes hediondos.
Sábado passado, eu fui assistir a um show em um bar desses que são mais frequentados por gays e rolou uma situação muito engraçada. Eu estava com uma amiga hetero, de 48 anos, estávamos dançando, quando chegou vários casais de mulheres e homens. Entre eles, uma garota bonita, aparentemente bem feminina, que estava sem par. Mais do que depressa, todas as meninas começaram a olhar muito para mim, em especial a garota que estava sem namorada, sempre cochichando entre si. De vez em quando davam uma olhadela para minha amiga com olhos de quem está se perguntando: será que elas estão juntas? E essa minha amiga me perguntando: "será que elas estão pensando que a gente é?" Eu dei de ombros e disse que achava que com certeza sim. Então a garota solteira começou a flertar comigo. Quando a minha amiga foi embora senti o alívio nos olhos da tal garota. Cheguei mais perto do palco e fiquei dançando com outros amigos, todos homossexuais. E a menina me assediando... Der repente uma das meninas me puxou pelo braço e disse a típica frase: "posso te fazer uma pergunta? Tem uma pessoa querendo te conhecer..." Eu naturalmente, respondi que tinha namorado apontando para o mesmo, que estava tocando violão no palco. Desiludidas as meninas olhavam para mim, olhavam para ele... A menina que estava interessada em mim, subitamente desapareceu do bar. Acho que ficou sem graça, meio desiludida.
Aí algumas pessoas comentam: Nossa que constrangimento! Que menina sem noção! Não me senti constrangida, nem tão pouco incomodada com o assedio das meninas. Eu simplesmente agi como alguém comprometida que estava sendo paquerada por outra pessoa. O ser humano tem o hábito terrível de rejeitar tudo o que é diferente, tudo o que desconhecem. Hoje, mais do que familiarizada com esses ambientes com pessoas do mesmo sexo se beijando e se atracando sem o menor pudor, vejo o homossexualismo como algo natural e não me horrorizo nem um pouco. Me horrorizo sim com pessoas medrosas que fingem ser coisas que não são. Que são desonestas com os outros e consigo mesmo. Dou maior valor para aquelas pessoas que assumem o que são. E aqui não estou falando só do gosto sexual. Falo de todas os aspectos da personalidade.
Admiro quem se assume covarde, insensível, chorão, mimado, mandão, bonito, egoísta, sincero, simplório. O que importa é se assumir! Para si mesmo e para o mundo! E o que os outros vão pensar, vão falar ou fazer quanto a isso é exclusivamente problema deles. E vamos combinar: que problema inútil heim?
solidariedade!

Apesar de algumas dificuldades, tenho certeza que foi gratificante para todo mundo, ter este contato com uma realidade distinta, que até então, pelo menos eu, nunca havia tido.
Com o intuito de despertar o interesse de todos para que continue o trabalho que começamos semestre passado, resolvi escrever aqui um pouco sobre o centro.
O Centro de Promoção do Menor de Juiz de Fora – MG, CEPROM, é uma entidade filantrópica de direito privado que cuida de crianças em situação de risco social. E tem por objetivo atender crianças de 12 meses a 6 anos e 11 meses. As crianças são encaminhadas pelo juizado da infância e da juventude e pelos conselhos tutelares da comarca de juiz de fora. Elas são atendidas pelos seguintes programas: o regime de abrigo no qual são acolhidas provisória e excepcionalmente como forma de transição para reintegração ao grupo familiar ou colocação em uma família substituta e o regime sócio educativo que atende crianças que residem com suas famílias próximas ao centro, no período da manhã e da tarde.
A forma de prestação de serviços é gratuita, sem qualquer discriminação de clientela nos projetos, programas, benefícios e serviços de assistência social. O CEPROM tem estrutura para atender até 50 crianças.
Porém para continuar com um trabalho de qualidade o centro precisa de ajuda. Seja você também um sócio contribuinte!
CEPROM-Centro de Promoção do Menor de Juiz de Fora
Av Francisco Valadares, 2745 CEP: 36020-420 - Fone:(32) 3235-1047
Um ano fantástico para o esporte mundial
Voltando a falar em olimpíada nunca se viu tantos recordes quebrados, o nadador Michael Phelps mostrou ser realmente inigualável conquistando oito medalhas de ouros coisa nunca vista antes. Mas o show olímpico não veio apenas das piscinas o jamaicano Usain Bolt assombrou todo o mundo ganhando o 100 e os 200m com estrema facilidade, no atletismo, colocando o ninho do pássaro a seus pés.
Se não bastassem esses dois grandes momentos olímpicos, para não falar de tantos outros, aqui no Brasil presenciamos dois grandes momentos que entraram para a história, o primeiro deles foi à conquista do hexacampeonato mundial de Futsal pela seleção brasileira que venceu sua arqui-rival Espanha num jogo emocionante, consagrando enfim a geração espetacular de Falcão, Lenísio e compania limitada.
O outro grande momento e um dos mais emocionantes foi a última corrida da Fórmula 1, a ultrapassagem de Lewis Hamilton em cima de Timo Glock na última curva da última volta consagrou o primeiro negro a pilotar um carro de Fórmula 1 tornando-o o mais jovem campeão da competição.
E lógico que no fundo fica aquele sentimento de que poderíamos ter mais um piloto brasileiro campeão, mas que no fundinho adorei a vitória de Lewis adorei e sensacional ver que os negros podem chegar lá e mostra que são bons. Que venha agora a presidência dos EUA. Isso e uma pequena mostra que as diferenças que separam os homens começam a diminuir. "I Have a dream". Um dia o sonho se realiza.
Chuva causa estrago em Interlagos
Após uma largada adiada por motivo de chuva forte, a corrida finalmente começa e carrega consigo a torcida, a paixão e a mandinga de milhões de brasileiros querendo ouvir novamente o tema da vitória. Se fosse pela combinação disso tudo, Hamilton teria quebrado na largada. Mas quem acabou abandonando a prova logo no início foi Nelsinho Piquet ao rodar. E David Coultard que abandonou a sua corrida de aposentadoria também na primeira volta.
Entra com pneus intermediários, a chuva pára, pneus para pista seca. Troca-troca à parte, Massa mantinha a primeira colocação e Hamilton a quarta como na largada. A chuva foi esperada a prova inteira e ela veio. Veio tarde, faltavam só dez voltas para acabar. Aliás, não tão tarde assim. Ela veio a tempo do alemão Sebastian Vettel ultrapassar Lewis Hamilton enquanto ele era quinto colocado, faltando três voltas para o final. Hamilton em sexto, Felipe campeão do mundo. Quando ninguém mais contava com o título, ele estava vindo. Quando todo mundo teve certeza, outro alemão, dessa vez Timo Glock é ultrapassado por Hamilton por não ter trocado os pneus quando voltou a chover. Felipe fez a sua parte, mas ainda não era o bastante. O pontinho que faltou na temporada passada para Hamilton, faltou dessa vez para Massa. E a chuva? Poderia ter saído como mocinha, infelizmente para nós brasileiros, ela foi uma terrível vilã.
domingo, 2 de novembro de 2008
A linguagem escrita
Hoje em dia é difícil imaginar o mundo sem a escrita. Sem ela, todas as áreas do conhecimento estariam prejudicadas, principalmente no campo da comunicação. Ainda que as novas tecnologias primem pela imagem, não há transmissão de informações sem um texto, por menor que seja. Mesmo nos programas televisivos, por exemplo, ela está presente na etapa de produção.
Nos tempos em que o homem ainda não conhecia a linguagem através de signos, ou seja, na época em que o mundo era reinado pela oralidade primária, cada geração transmitia seus conhecimentos à outra pelo uso da fala – de suas experiências – o que gerava uma vida em círculos: em toda geração havia a figura do herói, construído pelas mesmas idéias, e a sociedade era regida por mitos.
Porém, a partir do momento em que o ser humano conquistou a linguagem escrita, a sociedade passou a evoluir linearmente; estando sujeita, cada vez mais, a mudanças. A escrita transformou a comunicação na atividade mais importante do nosso século, facilitando a interação entre localidades distantes.
Se antes, na sociedade oral, uma idéia sofria diversas transformações – já que era passada de “boca em boca” – hoje este pensamento pode ser transmitido através de um texto, mantendo a sua originalidade.
Com isso, podemos concluir que evoluímos no campo da linguagem, na forma de transmissão de pensamentos; resta-nos refletir se progredimos na construção dessas idéias e se estamos fazendo bom uso da escrita.
Um pouco de segurança faz bem
Neste sábado aconteceu a formatura dos novos soldados da Polícia Militar em Juiz de Fora.
De acordo com a assessoria da corporação são 109 o número de policiais que estarão nas ruas da cidade e regiões vizinhas ainda este mês.
Os homens e as mulheres recém-formados no Curso Técnico de Segurança Pública passaram por aulas de sociologia, polícia comunitária, noções básicas de direito, relações humanas, direitos humanos e técnica policial militar.
Segundo o segundo o assessor de comunicação organizacional major Edelson Gleik da Silva, em entrevista à Tribuna de Minas, essa medida visa melhorar a capacidade de prestação de serviços à comunidade.
Mas este grupo recém formado será capaz de manter a ordem em nossa cidade?
Dos formandos eu foram vistos no
Ainda hoje está caso não foi completamente solucionado e as famílias dos jovens lesados esperam por justiça. Mas eles não estão só todos nós esperamos por justiça.
Numa época em que a impunidade, o abuso de poder é visto como algo normal. Numa época em que o “sabe com quem está falando?” se apresenta mais forte do que nunca, uma vitória da justiça é essencial para que possamos ter fé.
E caso como esse se repetem, jovens que por não ter a maturidade necessária, ou por estarem impregnados com o mal exemplo exibido por outros cometem abusos.
Os policiais são instrumentos de proteção de ordem, proteção à família e as pessoas de bem, mas é necessário que eles tenham como dever maior fazer o bem.
È preciso segurança para a cidade e seus cidadãos, queremos ter proteção.
Deste grupo que se formou essa semana, espero sim brilhantes carreiras, grandes feitos que possam ser refletidos em ganhos para nossa cidade.
Parabéns aos formandos. Contamos com vocês.
Segue abaixo um trecho do texto de Elisa Lucinda que ilustra bem o sentimento de todos que buscam justiça e a paz.
SÓ DE SACANAGEM
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'.
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até Hábeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba! E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.' Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal. Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal! E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!
sábado, 1 de novembro de 2008
O futuro em nossas mãos.
Para demonstrar essa evolução, podemos nos basear no novo modelo de computador da Microsoft, lançado em maio de 2007, mas que só agora se encontra disponível no mercado. O Microsoft Surface é uma máquina com conceito totalmente diferente das demais. Ele funciona através do touchscreen, ou seja, através do toque de nossas mãos. Mas não como o Iphone da Apple. Ele é multi-touch, o que significa que várias pessoas podem utilizá-lo durante um mesmo momento. Seu formato parece com o de uma mesa de café da manhã e, inclusive, podemos utilizá-lo como tal. Ele é ainda sensível a um leve toque, sendo capaz de simular superfícies que se modelam ao mais suave contato de nossas mãos. Seus recursos nos fazem lembrar cenários de filmes de ficção, como A.I., Minority Report, Blade Runner, dentre outros. Sua capacidade de transferência de dados é muito grande e certas facilidades tornam sua praticidade enorme. Por exemplo, podemos descarregar as fotos de uma câmera digital sem a necessidade de um cabo ou a inserção de um chip. Basta colocar o aparelho sobre a máquina que os dados são transportados via Bluetooth. O mesmo acontece quando queremos colocar um novo aplicativo ou uma música no nosso aparelho celular.
O Microsoft Surface já está sendo comercializado. Não ainda para todos aqueles que o querem ou podem comprar – ele custa entre US$5 e US$10 mil dólares -, mas somente para uma gama reduzida de pessoas. Ele têm sido testado – e aprovado – primeiro por redes de hotel e cassinos dos Estados Unidos, mas em breve já estará disponível nas mais variadas lojas.
Sem dúvida, para aqueles que acreditam que o cinema prevê o futuro, temos uma demonstração de que não só ele prevê, mas abre portas para a imaginação que, não tão longe como muitos podem pensar, vão se transformar em bens de consumo ao alcance dos seres humanos. Nós só esperamos que, ao contrário de filmes como Matrix e o Homem Bicentenário, o homem não faça de si mesmo uma máquina, aprisionada por suas próprias evoluções e revoluções.
Raiva tola
Ando com raiva, uma raiva que sei que é tola e efêmera - mas estou - de toda essa alternatividade vivida nessa cidade estudantil, não quero me envolver, não quero ser mais um cúmplice ludibriado pelos encantos da cultura, não quero mais sentir que amanhã restará apenas o vazio.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Intimidade
Algumas pessoas têm muita dificuldade em reconhecer o limiar entre a sinceridade e a grosseria. E após conviverem muito tempo com outras pessoas que consideram como amigas passam a não medir palavras e atitudes e então falam o que bem entendem com o pretexto da amizade. Pensamos muitas vezes, que porque somos amigos ou amantes de determinada pessoa podemos soltar o verbo, chutar o pau da barraca e ofender sem o menor pudor.
Ao meu ver a intimidade deveria ser algo positivo. Algo que remetesse ao aconchego, ao conhecimento e ao reconhecimento. Deveria denotar acolhimento, calor e verdade. Ser íntimo de alguém significaria conhecer essa pessoa, entender ou buscar o entendimento. A intimidade jamais deveria ser usada contra alguém na forma de intimidação ou intimação.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Liberdade?
Ninguém é escravo de alguém ou de alguma situação. Se uma obrigação nos foi imposta – o trabalho, o convívio familiar, os estudos, o casamento, etc – com certeza tiraremos bom proveito dela. E depois dizer ‘graças a Deus acabou’ é desperdiçar tudo o que poderíamos ter aprendido. Quem vive reclamando dos deveres ou da dependência não progride, continua passando pelas mesmas situações e ainda colocando a culpa no outro ou na má sorte.
A verdadeira liberdade está em gostarmos daquilo que estamos fazendo e das pessoas próximas a nós. Claro que isso é quase impossível para meros seres humanos, mas o mínimo esforço para, pelo menos, não odiarmos aquilo ou aquele já é válido. Guardar rancor, brigar, entristecer, desanimar... Isso sim nos torna escravos. O fim não significa a libertação, mas o início de uma nova fase que, dependendo de nossa atitude, será melhor ou pior.
domingo, 26 de outubro de 2008
Porquê o povo é assim?
A grande parte da população não tem acesso à informação de qualidade e a outras formas de mediações que não sejam pela televisão e o rádio. Agregando a isso, soma se a falta de motivação desta grande maioria em participar das discussões políticas e econômicas que permeiam a sociedade. Esse o principal motivo por achar que o povo faz as escolhas erradas. A grande parte da sociedade ainda comporta-se como os idiotas da Grécia Antiga e alija-se de fazer as melhores escolhas.
No Brasil existe uma enormidade de partidos políticos, essa variedade causa um distanciamento do povo e das ideologias desses partidos. Ainda hoje, século XXI, poucas pessoas têm filiação partidária, isso faz com que as pessoas elejam seus candidatos não pelos seus ideais ou planos de governo e sim pelo carisma que essas pessoas aparentam ter diante da mágica tela da tv.
Todo mundo sabe que o PSDB e um partido elitista que tem seus ideais voltados apenas para seu próprio umbigo, e, mesmo assim, essa pequena elite consegue controlar e manipular a grande maioria da população. Do outro lado temos o PT, partido dos trabalhados, que sempre esteve à frente das lutas pelos direitos e pelas melhores condições de vida do trabalhador, que acorda cedo, trabalha muito, ganho pouco e volta tarde para casa. Não entendo como os trabalhadores, integrantes das classes mais baixas, não votam no partido que mais se aparece com eles. Não entendo, mas respeito.
Na verdade eu entendo sim, a questão e que o povo também quer um dia fazer parte dessa pequena elite que governa, manda e manipula o Brasil. Deve ser por isso que ele esquece da sua atual situação e vota naquilo o que ele gostaria de ser.
O pior cego é aquele que não quer enxergar.
Depois de assistir “Ensaio sobre a Cegueira”, do diretor Fernando Meirelles, passei a compreender melhor o que muitos críticos de cinema tentaram traduzir como alucinação em cena. Alucinação não no sentido de percepção real de algo inexistente, mas em seu perfeito oposto, o sentido não palpável de algo existente: a cegueira em massa no filme é retratada como uma desordem sem tamanho e aqueles que participam dela não a percebem em real grandeza pelo fato de não poderem enxergar. E só por esse aspecto, o filme já vale, não só a sua repercussão, mas também o seu mérito.
Para muitos críticos, europeus e norte-americanos principalmente, o filme representou apenas a união de cenas causadoras de uma angústia deprimente. Desmerecidamente, claro. Para nós, não só pelo fato de sermos brasileiros, mas principalmente por vivermos num país onde esta forma de arte é tão desvalorizada, este filme deve ser um marco na história da cinematografia do país. Muitas pessoas talvez não tenham percebido a sua importância, que vai muito além do fato de que é somente um bom filme para se assistir. Ele representa parte do que muitos cineastas no Brasil tentam ou anseiam fazer e que não o realizam por falta de recursos ou incentivo. Para europeus e norte-americanos – compatriotas de diretores como Orson Welles, Federico Fellini, Michelangelo Antonioni, Steven Spielberg, James Cameron, um passo como esses pode realmente não representar muito, mas para nós, só não enxerga isso quem não quer de fato.
Atualmente o cinema brasileiro vem crescendo muito e devemos desvincular a sua imagem de um cinema que só trata de desigualdades sociais e violência. Devemos acreditar que podemos ir além, que damos conta da realização de superproduções e de elencos de renome, não só nacionais, mas internacionais também. Que somos capazes de adaptar romances vencedores do prêmio Nobel de literatura ou obras que são recordes de venda nas livrarias para os telões.
O filme “Ensaio sobre a Cegueira” merece o reconhecimento e aplauso do público, principalmente brasileiro. Não só por uma questão de nacionalismo sem pressupostos, mas principalmente por se tratar de uma conquista que deve ser aclamada. Para nós, que ele seja um exemplo e uma inspiração em futuras realizações.
E tudo volta a ser como era antes
A população nunca esteve tão envolvida. Talvez o escândalo que assolou a cidade envolvendo o ex-prefeito Alberto Bejani explique o fato. Uma necessidade de participação aflorou na população, que decidiu então “tomar partido”, literalmente. E isso de fato aconteceu! Após o primeiro turno, a cidade ficou dividida entre o candidato Custódio Matos e a candidata Margarida Salomão. Cada eleitor fazia questão de desfilar com o adesivo do seu candidato, mostrando para todo mundo pra quem iria seu voto. Aliás, o adesivo acabou se tornando em um acessório de extrema importância, um charme a mais no look.
Nessa disputa eleitoral, falar mal de algum candidato pode render grandes desentendimentos, discussões intermináveis. E as discussões poderiam acontecer em qualquer lugar, até na internet. Muitas comunidades no Orkut foram palcos de debates ferrenhos, mostrando que as pessoas levaram a sério essa história de tomar partido. Cada um defendia o seu candidato como podia, seja enviando e-mails com difamações sobre o adversário ou espalhando boatos em instituições religiosas. E a culpa desse clima de hostilidade é dos próprios candidatos, que nessa reta final estavam com os ânimos exaltados e partiram para uma campanha apelativa e agressiva.
O calçadão aos sábados se tornava uma arena, onde os candidatos e seus cabos eleitorais tentavam devorar uns aos outros. Valia de tudo: provocações, gritos de guerra, disputa de transeuntes, confronto de bandeiras e muita panfletagem. Muitos ali presentes estavam por livre e espontânea vontade, por engajamento político. Outros, entretanto, estavam ali motivados pelo dinheiro que iriam receber.
Mas agora tudo isso é passado. Acabou a folia. Os garis agradecem, pois poderão voltar ao seu trabalho normal. Não terão que fazer hora extra no fim de semana para limpar os rastros deixados pelos seus candidatos. A nós resta esperar, para saber quem vai ganhar.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Esse é o prefeito ou a fila tem que andar?
O que me motiva a escrever sobre o debate que há poucos minutos se encerrou na TV Panorama, com os candidatos a prefeitura de Juiz de Fora (Custódio Mattos e Margarida Salomão) é mais além do que falar pela primeira no blog (talvez na vida) sobre uma temática séria quanto a política. Sim, eu sei ser sério ou lidar com seriedade alguns temas e por mais que política possa render algumas boas tantas piadas, eu vou me ater a ser um jornalista com quatro ângulos retos.
Em uma última conversa dentro de sala, um mini-debate foi gerado e eu defendo a posição que eu tive na hora: acredito que toda a sociedade tem, cada vez mais, se tornado mais politizada e menos influenciável sob circunstancias quaisquer. Tanto que defendi que se caso parecido ao da manipulação do debate de 89 com Collor e Lula fosse exibido em dias atuais, as influências seriam outras e talvez o efeito não seria ter colocado o moço-bonito
Sim, a sociedade está ficando mais esperta, ou mais inteligente, ou seja lá mais o que for, o importante é que mudanças tem havido em todo o contexto, não se acreditam mais nas velhas ovelhas vestidas de lobo como antigamente. O público dorme com um olho aberto, por isso, vai uma dica para quem quer: não subestime como subestimávamos antes. E não acontece diferente em Juiz de Fora.
Serei bom político em um debate: por que acreditar em mim? Não tenho propostas de governo, nem escritas, nem faladas. Até porque não me candidataria nem a presidente de turma. Acreditem em mim por dois únicos motivos para que eu seja (fui e serei) imparcial nessa minha crítica. Por mais que eu tenhas minhas preferências e ontem mesmo tenha colado uma certa ‘flor’ em meu peito, eu posso ser um cidadão escroto e dizer que não voto aqui. E me justificar por isso, seria ruim, feio e anti-ético? Sim, mas é uma justificativa. Minha zona é
Então, o que posso tirar desse debate que se realizou é que voltamos a velha e boa briga de cachorro grande: PT versus PSDB. Vertentes, pelo menos na teoria, contrárias, passados políticos contrários e, principalmente, ideais práticos contrários. Mas uma coisa é interessante que muito se falou e esbarrou no que disse anteriormente: o interesse pelo novo. É claro que é interesse do TSE que a fidelidade aos partidos se recomponha e se torne algo adequado e importante na decisão dos eleitores, pois votar em candidato é importante, mas as coligações dos partidos e os interesses por detrás desses acordos devem ser levados em consideração.
Sem me prolongar mais, vejo que essa foi a eleição dos jovens. Em minha cidade, de sete candidatos a prefeito, o vencedor foi eleito majoritariamente pelos jovens, e detalhe: era um jovem. O jovem quer mudar, quer ser aquilo que sempre foi: o poder transformador do hoje em um amanhã. Por isso, seja qual for o prefeito que o público for escolher para valer o slogan de “esse é o prefeito”, é importante que a fila ande e mais ainda, que respire o amanhã, em Juiz de Fora, em Cataguases, no Rio de Janeiro, no Estado de Minas, no País, no Mundo. Respirar o amanhã, isso é o que mudará o rumo da política e já está mudando!
Patético ou pateta?
Se aplicarmos o raciocínio ao cotidiano, veremos que ele continua fazendo sentido: se você tem um emprego chato, mas tem preguiça de impor qualquer mudança, lá você vai continuar até que a sua redentora aposentadoria chegue, para salvá-lo do marasmo. Com ela, vem o estímulo que você sempre precisou para pintar as paredes da sua casa (coisa que você sempre quis fazer, mas sempre teve preguiça). Pronto, a preguiça não foi obstáculo e você chegou onde chegaria, de qualquer forma.
A preguiça é, na verdade, a explicação para uma das características mais humanas do ser humano: a tendência a se seguir o caminho mais fácil. Nós temos preguiça de pensar em todas as curvas que possivelmente existirão no outro caminho. Os dois eventualmente nos levarão ao mesmo lugar. Contudo, ao escolher o atalho, estaremos perdendo uma ótima oportunidade de transformar nossa história em uma incrível peça de entretenimento.
Que graça teria se a moça do filme se ajeitasse com um carinha bacana, nem feio nem bonito, nem rico nem pobre, e com ele ficasse até o final, morando em uma casa de classe média e fazendo economias para comprar um carro melhor? Ele tem que trair, fazendo então a pobre moça chorar, na chuva, enquanto grita: "POR QUÊ? POR QUÊ???". Aí então, ele pode se arrepender e pedir pra voltar, mas nesse ponto ela já espantou a preguiça e foi procurar um outro alguém que lhe desse valor. Uma hora e quarenta depois, as curvas do caminho os levam para o altar. É o final feliz que todos esperamos, tendo seguido a estrada mais simples ou não.
No fim, a preguiça faz de nossas vidas patética. Escolher a via mais árdua pode fazer de nós belos patetas, enquanto encontrar o meio-termo é ser puramente condescendente. A escolha deve ser feita entre duas opções, então: você prefere ser patético ou pateta?
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
BA: VANESSÃO MORREU!
Depois de levantar a polêmica para com os fãs da diva trava-trash, de RONDÔNIA, onde fica Ji-Paraná e não no Pará, como bem lembrou Teobaldo, apurei (leia-se uma amiga me confirmou e certifiquei no google) que Vanessão MORREU!
Leia matéria na íntegra:
Desde que o vídeo com a travesti Vanessão foi postado no YouTube, não se faz outra coisa a não ser rir do que já foi chamado de a "travesti mais fuleira do País". Antes muita gente fosse fuleira como Vanessão. Acabo de confirmar com o jornalista Aguinaldo Cezar, do programa Plantão Policial, noticioso policialesco de Ji-Paraná, em Rondônia. Ela foi assassinada.
Vanessa Clementino de Jesus Oliveira morreu há aproximadamente um ano, assassinada em Ariquemes, cidade vizinha de Ji-Paraná. Vanessão era uma pessoa muito "explosiva", nas palavras do repórter, que nem imaginava o fenômeno em que se transformou o vídeo com a travesti, que imortalizou gírias como "o babado é cer-to", "vê se tem deiz reaiz na carteira dele, quirido", "vai me dar siiiim", "se ele não me der, de boa querido, já arrebentei a moto dele mesmo".
O mais impressionante é saber que ela foi assassinada há um ano e, enquanto isso, milhares de comunidades foram criadas no Orkut, vídeos foram postados e ninguém nem sabia do ocorrido com a pobre travesti que fazia programa na BR. Detalhe: o vídeo postado no YouTube já teve mais de 750 mil acessos e quase 1 mil comentários, transformando a travesti em uma verdadeira "estrela" e diva do mundo internético.
Vanessa meteu o "tamanco no tanque" da moto de um cidadão que teria contratado seus serviços sexuais em Ji-Paraná. Cobrou R$ 40 para que ele fizesse um "quéti" (boquete, com direito a atendimento completo, não preciso explicar mais que isso, ok?), debaixo de um pé de árvore. Eles foram parar na delegacia porque ela recebeu apenas R$ 20 e fez o estrago no veículo.
O jornalista, que fez a matéria sobre o fatídico dia, diz que não tem muitas informações sobre o crime, porque foi cometido em outra cidade. Sabe por que muita gente poderia ser que nem ela? Ela era sincera!E o repórter confirmou: "naquela história toda, com o motoqueiro, ela tava falando a verdade".
Descanse em paz, Vanessa, porque o babado é cer-to!
***Vocabulário do New-journalism:
B.A. : BAFÃO APURADO! :O
Por uma questão de opção
Lindemberg disse não ser nada sem a ex-namorada, então qual foi o motivo pra aquele louco matá-la? Dali pra frente teria, por culpa dele, que viver sem ela. “Mas ele é desequilibrado!” Você deve estar pensando. Mas eu retruco: “Ele não era antes disso tudo. Todos falavam que ele era uma boa pessoa, feliz, não bebia, não fumava. E aí? Qual a explicação?” Quem me garante que alguma pessoa que convive comigo não pode de repente se desequilibrar e resolver me matar? É isso que critico quando vejo amigas e amigos chorando por não terem um namorado. Auto-suficiência minha gente! Temos que ter a certeza de que nós somos mais nós, antes de qualquer outra coisa. Para que ter alguém só pelo fato de ter alguém? Homens e mulheres existem aos montes por ai. Você vai ter muitos, e sempre achará que aquele da vez será o amor pra vida toda. Engano seu. Mas, se der sorte, será mesmo. Não temos certeza de nada na vida. Até porque, se tivéssemos, pode apostar, não teria graça nenhuma. O bom da vida é descobrir, se descobrir. Descobrir que o babaca que você gosta não te merece, que o outro que você esnoba pode te fazer muito feliz e que ficar sozinha por um tempo não faz mal a ninguém. “Feliz”: essa é a certeza que temos que ter, é o caminho da felicidade que se deve seguir. Não concorda? É uma opção sua. Assim como eu acho que é uma opção sua seguir o caminho que você segue. A escolha é pessoal. Só depende de você, e eu só estou dando um toque!
Vamos rir com ética

Quadros como o Em Foco do CQC, chegam mesmo, a ridicularizar a capacidade de argumentação do entrevistado, que muitas vezes são políticos ditos sérios e que normalmente não cedem entrevista a programas de humor. Como foi o caso de José Genuíno, que no quadro, mostrou-se extremamente flexível ao repórter-humorista, creditando a ele confiança total por não saber que estava dando entrevista ao CQC.
O contraste entre a abordagem feita por um telejornal formal a um político e a de um programa de humor é absurdo, não digo que há um melhor e nem pior, porque são abordagens diferentes com intuitos diferentes. Mas fico pensando no telespectador e nos índices de audiência, nos indicativos de interesse. Os programas de humor tem tido a capacidade de aproximar os políticos do espectador. A perseguição contínua aos prefeitáveis nas cobertura do CQC às eleições foi algo, senão informativo, ao menos foi intrigante, as perguntas abertas e sarcástica levaram o Brasil a bons risos e os candidatos ao desespero.
O IBOPE desses programas tem sido algo tão forte que no 4° Festival Internacional de Televisão, haverá um debate no dia 5 de novembro, entre os líderes Marcelo Tas (CQC) e Emílio Surita (Pânico) que tratará do humor na TV. A abordagem das novas formas de se fazer humor e seus limites serão discutidos. Até que ponto é conveniente aos próprios veículos de comunicação essa desmistificação do poder da imagem pública, até que ponto o humor pode ser usado como instrumento de protesto político e quais os parâmetros éticos dentro da produção desses programas.
Se formos tratar de ética deveríamos questionar também as coberturas exageradas, que utilizaram-se de uma tragédia para dramatizar, quase tornar uma novela, casos como o do João Hélio, da Isabela Nardoni e, mais recentemente, o da jovem Eloá Cristina. A proposição do Imepachment do Presidente Collor, o apelo das telenovelas para o sexo.
Enfim, ética na TV brasileira é um caso de interesse, é quase subjetivo. Quando se apresenta quadros como o Proteste Já do CQC, onde o jornalista Rafael Bastos recebe denúncias de problemas sociais e tenta resolve-los da forma mais simples possível, indo ao local e procurando o responsável pelo problema, dando-lhe um prazo máximo para a apresentação da resolução, isso pode não ser ético para uns. Sobre a ética do novo humor, Marcelo Tas, produtor do programa CQC, diz : "Quanto à ética, quero esclarecer: a função social do 'CQC' é incitar." E isso pode ser extremamente desconfortável.
O "pulmão do mundo" está deixando de respirar!

Dizem que o Brasil é o “berço esplêndido”, por ter em seu território a maior parte do “pulmão do mundo”. Que outro país, tem a extensão com área verde, com chuva, com a suavidade climática que tem o Brasil? Não há dúvida de que o quê promove o equilíbrio aqui são as florestas. E é justamente este equilíbrio que está sendo perdido, num curto período de tempo.
Um dos principais problemas é o desmatamento ilegal e predatório. Há também a grande quantidade de queimadas na floresta, por parte de fazendeiros que nunca estão satisfeitos com as dimensões de suas terras. Estes dois problemas preocupam cientistas e ambientalistas, pois em pouco tempo podemos sair de um ambiente confortável para uma situação de desastres contínuos.
É claro, que esses desastres preocupam a todos nós, mas o que mais me indigna é saber que cientistas estrangeiros entram na floresta, sem autorização de autoridades brasileiras, e levam milhares de amostras de plantas e animais para seus países. Pesquisam e desenvolvem substâncias, que futuramente o Brasil terá que pagar pra poder utilizá-la.
Estamos deixando de lado o nosso bem mais precioso, e se não tomarmos uma atitude, outros países irão fazer isso pela gente!