quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Como Pode?
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Dá um trocado?
Internacionalização da miséria
Os europeus não fazem sua parte. Parecem não se preocupar com o desmatamento. Entretanto, quando o assunto é internacionalização da Amazônia tomam uma posição um tanto quanto paradoxal:
"Se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar suas dívidas, que vendam suas riquezas, seus territórios e suas fábricas".(Margaret Thatcher, primeira-ministra da Inglaterra, Londres, 1983.);
"O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia". (François Mitterrand, presidente da França, Paris, 1989.);
"A Amazônia deve ser intocável, pois se constitui no banco de reservas florestais da humanidade." (Congresso de ecologistas alemães, Berlim, 1990.);
"A Amazônia é patrimônio da humanidade. A posse desse imenso território pelo Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador é meramente circunstancial". (Conselho Mundial das Igrejas Cristãs, Genebra, 1992.);
"As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum a todos no mundo. As campanhas ecológicas internacionais que visam à limitação das soberanias nacionais sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandística para dar início à fase operativa, que pode definitivamente ensejar intervenções militares diretas sobre a região". (John Major, primeiro-ministro da Inglaterra, Londres, 1992.);
Sem falar nos americanos:
"Só a internacionalização pode salvar a Amazônia". (Grupo dos Cem, cidade do México, 1989.);
"Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós".(Al Gore, vice-presidente dos Estados Unidos, Washington, 1989.);
"A liderança dos Estados Unidos exige que apoiemos a diplomacia com a ameaça da força". (Warren Cristopher, secretário de defesa dos Estados Unidos, Washington, 1995.);
"Os países em desenvolvimento com imensas dívidas externas devem pagá-las em terras, em riquezas. Vendam suas florestas tropicais". (George W. Bush, candidato à presidência dos Estados Unidos, em debate com Al Gore, Washington, 2000).
Acredito estar bem claro qual é o verdadeiro interesse pela Amazônia: seus recursos hídricos. Estamos caminhando de encontro a um período de racionamento de água e a moda é internacionalizar a Amazônia. Ao invés de trocar a Amazônia pelo fim da divida, por que não propor a internacionalização da miséria no mundo em troca da Amazônia? Justo não?
Relacionamento deshumano
domingo, 19 de outubro de 2008
Psicologia médica
Associei isso a uma passagem do livro “Quando Nietzsche, chorou” em que o paciente Nietzsche questiona seu médico sobre o direito que pode ter um médico em esconder a verdade de seu paciente. Comecei a discordar do filósofo e a crer que nesse caso a mentira pode se tornar um antídoto.
A melhora de um enfermo quando se faz uso de um placebo é a maior prova de que a esperança realmente traz benefícios fisiológicos. Se a função de um médico é lutar pela saúde física e mental de seus pacientes, acredito ser válido mentir. A verdade absoluta só deve ser utilizada quando a mesma trouxer algum benefício no tratamento do mesmo, ou quando ao menos, não traga nenhum tipo de desestímulo na sua cura.
Fico imaginando, quantas doenças perturbam o sono das pessoas, causam dor e desestruturam famílias, tendo total proveniência na mente humana, nesse stress do nosso trabalho diário e nesse vazio dos relacionamentos modernos. As pessoas precisam ficar doentes pra perceber que lazer, relaxamento são necessidades vitais.
Dessa forma, se uma mente insana pode trazer malefícios como o câncer, os médicos precisam dosar com muito cuidado o que dizer a seus pacientes. Não se pode de todo mentir, mas seria cruel e inapropriado tirar de um enfermo toda sua esperança. Os médicos precisam ser um pouco menos negligentes em relação aos efeitos da mente humana e trabalhar mais o lado fisiológico associado ao lado psicológico. E, é claro, fazer um trabalho de conscientização de que a prevenção é essencial.
Vamos aproveitar!
O que será de mim? Que rumo cada um vai tomar? Estaremos empregados? Estarei trabalhando em algo que gosto? São tantas perguntas, para nenhuma resposta. Só com o desenrolar do tempo é que essas perguntas serão respondidas. Então para não sofrer por antecipação, voltemos ao presente.
Mas no presente também existe alguns questionamentos a serem levantados. O que eu fiz até agora na faculdade? O que estou tirando de proveito da Facom? Acho que está mais do que na hora de fazermos alguma coisa e não ir apenas levando. Poderia dizer que devemos arrumar um estágio ou pensar, já, na monografia de final de curso. Mas não, prefiro falar que devemos aproveitar.
Aproveitar o ambiente, os amigos, o contato com os mestres e doutores, as disciplinas, as chopadas, a oportunidade de conhecer novas pessoas pelos corredores a fora... Enfim, aproveitar! Afinal somos vencedores. Vencemos a etapa do vestibular e estamos prestes a vencer outra etapa. Quantas pessoas não gostariam de estar no nosso lugar? Quantos não sonham em estudar na UFJF? Mesmo que muitas pessoas questionam a sua qualidade de ensino, ela é uma grande referência. É o sonho de muita gente.
Devemos, então, parar de reclamar da nossa faculdade. Falar que falta isso ou aquilo, adianta alguma coisa? Não. Temos é que dar mais valor o que temos e a esse momento que estamos vivendo. Fazer a nossa história ou pelo menos marcar esse momento, para que seja lembrado pro resto da vida, como o mais feliz. Esta pode ser uma das melhores fases de nossas vidas. Só depende de nós!
sábado, 18 de outubro de 2008
Informação: a sombra do espetáculo
Tudo o que assistimos, antes de ir ao ar, passa por vários filtros, como o do jornalista, que escolhe o enfoque que dará ao assunto; ou o do entrevistado, que seleciona o que e como irá responder às perguntas. E o que chega a nós, na maioria das vezes, nãopretende apenas nos informar, mas, muito mais que isso, pretende fazer com que vejamos a situação apenas do ângulo que o veículo nos mostra, com que pensemos como eles querem. Éo fenômeno da massificação: um público totalmente heterogêneo recebe o mesmo tipo de informação, sem levar em conta o repertório de cada um.
Os telejornais transformam a notícia num espetáculo. Muitas vezes dão muita ênfase a um ainformação que é chocante, mas que não mudará nada em nossa vida, e dão apenas uma pequena nota sobre um fato realmente relevante. Como notícias de economia, que são curtas e geralmente sucedidas por notícias de esporte, sempre muito enfatizadas.
Há programas, como as novelas, que criam uma idéia de mudo totalmente irreal. Todos sabem que é encenação, mas não deixam de querer aquilo para suas vidas. è um modo de vida totalmente fantasioso, forçado, estereotipado, que muitas vezes as pessoas não conseguem diferenciar da vida real.
Há cinqüenta anos atrás se pensava que a televisão seria apenas mais um eletrodoméstico. Chego a pensar - "antes fosse". Nós, telespectadores, devemos ter consciência dessa manipulação constante e como profissionais devemos repudiá-la. Fazemos protestos, abaixo-assinados, tantas coisas para definir, melhorar e defender os valores de nossas vidas, porque não melhorar a qualidade das informações que recebemos?
O bom humor pode estar na mesa!

Como muita gente sabe os alimentos são os grandes responsáveis pela nossa saúde, pelo nosso bem estar, e é claro pela nossa felicidade! Um almoço saboroso e agradável costuma deixar as pessoas mais alegres. Mas não é somente a companhia e o paladar que produzem esta sensação. O próprio cardápio pode ser o responsável.
A presença de algumas substâncias no cérebro é fundamental para que as pessoas se sintam felizes, dispostas e tranqüilas.
Alimentos como: feijão, ovos, leite, atum, salmão, cereais, brócolis, tomate, rúcula, mariscos, carne, amendoim, nozes e castanhas, são alguns ingredientes responsáveis pela sensação de felicidade, alto astral, evitando a irritação e depressão, além de vários tipos de doença.
Pra finalizar um bom cafezinho fornece a excitação e o prazer, além de ajudar nas horas de estudo. Mas, como tudo na vida, o excesso faz mal... Então se mantenha equilibrado!
Transgênicos - evolução ou decadência?
Os produtos modificados, como a soja, podem influenciar todo o meio-ambiente à sua volta, pelo fato de ser mais resistente ao herbicida e a plantação ao lado não, o que prejudica sua "vizinha", já que a erva daninha vai procurar o sistema mais fraco para se instalar.
Isso afeta diretamente a economia, tanto pela perda da plantação "atacada", quanto pelos lucros que o produto transgênico proporciona, como uma produção mais rentável, visto que o alimento é produzido com menos gastos.
Com o uso menor de agrotóxicos os transgênicos afetam menos a saúde, é o que se imagina; porém há estudos que já verificaram que pessoas que consomem muita soja modificada desenvolveram resistência à antibióticos, o que causa grandes transtornos no tratamento de doenças graves.
E muitas pessoas podem estar sendo prejudicadas sem saber. No Brasil não há nenhuma lei que regularize a venda de produtos geneticamente modificados. Há produtores que não informam que seus produtos são transgênicos nas embalagens comercializadas, seja por não fazerem questão, ou acharem que o consumidor "não precisa saber" e, às vezes, porque pode ocorrer de ter plantado a soja "original", sem modificações, e ela ter se misturado com outra modificada.
É bem verdade que este produto poderia acabar com a fome na África, por exemplo. Mas a que custo? Ainda há muito o que ser discutido e estudado sobre o assunto, mas o certo é que os avanços científicos estão aí, para o bem ou para o mal. Só saberemos quando os produtos estiverem na boca do povo.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
A superação do preconceito de partir
Outro dia, entrei no blog e me dediquei a ler todos os textos. Inevitavelmente, me peguei discutindo - comigo mesma - todos os temas que foram aqui tratados e, como já era de se esperar, não cheguei a qualquer conclusão pouco mais definitiva, além de que precisava começar logo a escrever alguma coisa aqui, antes que tudo o que desperta interesse hoje em dia torne-se obsoleto.
Me relacionei diretamente ao "preconceito de partir" do Gustavo. Já quando li o título, o coração apertou como se prevesse o que seria dito dali pra frente, avisando que as palavras dele de alguma forma se relacionariam às que foram minhas, há quase um ano atrás, quando deixei de lado o meu preconceito e parti - por pouco tempo, mas parti.
Quem parte, tem diferentes motivos. Pode ser a busca por algo novo ou a vontade de esquecer algo antigo. Para mim, foram as duas coisas e outras milhares mais. A decisão de viver longe de casa por longos noventa dias representou a quebra de um ciclo de dependência que havia se criado durante toda a minha vida, que me prendia à tudo aquilo que tenho como se qualquer movimento pudesse me fazer perder o que me foi dado e o que criei - família, amigos, relações. Mas isso foi apenas a decisão que desfez. A ação, pra mim, nem aconteceria.
Tomei a decisão de viajar tendo a certeza de que algo aconteceria e me impediria de ir. Arrumei as malas um dia antes de viajar, tendo certeza de que seria inútil. Entrei no carro para ir ao aeroporto, tendo certeza absoluta que uma chuva torrencial nos faria parar no meio do caminho. Despedi de meus pais sabendo que os veria dali há algumas horas. Quando finalmente cheguei ao Rio e vi que todos estavam empolgados, pronto para a incrível aventura de viver o sonho americano e que dificilmente algo aconteceria naquele ponto que me forçaria a voltar, chorei. Chorei tanto que a mocinha que cantava no coral natalino se distraiu, perdeu o rumo da cantata e por pouco não estragou a música. Em pouco tempo, tive que superar tudo que sempre temi - inclusive o medo de avião - para partir para as desconhecidas terras da América.
Quem parte, tem necessidade de sentir o amor de quem fica. Precisa de apoio, se não na hora de ir, quando chegar ao rumo pretendido. Precisa do reconhecimento de que ir embora requer coragem e, de certa forma, precisa também saber que no lugar de origem tudo vai ficar do mesmo jeitinho. Nessas horas, é a única base que temos. E se o medo muitas vezes se mistura à ansiedade, precisa ouvir um "relaxa, vai ser ótimo". Momentaneamente, pode parecer um pouco inútil, mas decerto é melhor do que os "minha filha, pelo amor de Deus, não vai" que a minha mãe sempre me dava. Se é o anseio por mudança que eles esperam, que seja este o estímulo dado.
A conclusão que eu cheguei após superar o preconceito de partir, e com ele inúmeros receios, é que qualquer experiência é válida para o crescimento pessoal. Que mesmo ganhando em dólar, às vezes a gente precisa é comprar R$1 em balas (mas casacos de $10 não fazem mal à ninguém). Que mesmo morando sozinhos e comendo junk food o dia inteiro, não há nada melhor para a vida (e para a saúde, diga-se de passagem) que arroz e feijão.
Um porquê para a vida
Ao ver os novos repórteres no meio da multidão de quase dois milhões de pessoas que disputavam enlouquecidamente um espacinho perto da corda presa à berlinda que carrega a imagem fiquei me perguntando se a fé está ou não ligada à insanidade.
Para àqueles que são, como eu, um tanto céticos para assuntos religiosos, pode até parecer loucura essas pessoas que por um motivo, ainda sem explicações científicas, disputam como um cão que disputa comida, um espaço "mais perto de Deus". Mas quando olhados com uma visão mais subjetiva é possível entendê-los. Os devotos alí presente são, em sua grande maioria, representantes da população da segunda região mais pobre do país. A santa que é carregada alí é a representação material de algo superior capaz de transformar vidas.
Confesso terminar de ver o programa estarrecido com a fé que move aquelas pessoas. Um caminhão denominado carro dos milagres segue a multidão durante toda a procissão. Nele são deixados, pelos fiéis, vários objetos que significam a realização ou a intercessão por um milagre.
No meio da multidão estão ribeirinhos que abandonam suas casas e andam mais de 100 km descalços para pagar uma promessa, ou simplesmente para fazer um pedido quase impossível.
Nessas horas eu tenho orgulho da fé dos brasileiros, fé que as vezes nos bestializa, nos imuniza e que também nos transforma em algo superior à matéria. Fé esta que mostra que diferente da idéia da amiga da Flávia, somos um país riquíssimo culturalmente e que devemos nos orgulhar sim daquele povo que está lá por fé. Talvez para nós, pobres céticos limitados, aqueles homens irracionais sejam mais uns malucos que disputam a tapas um pedacinho de corda. Porém uma coisa é certa, aquela fé que eu vi pela TV dá à vida de muitos nortistas miseráveis o sentido que a gente passa a vida procurando em outras coisas.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Cultura e seus conceitos
Segundo Roberto da Matta, cultura é, em Antropologia Social e Sociologia, um mapa, um receituário, um código através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas. Desta forma, todo e qualquer indivíduo que vive em sociedade tem cultura.
A forma em que minha amiga empregou a palavra cultura, a meu ver, é errônea ou ao menos inapropriada. Pensei em outra forma de dizer a mesma coisa sem usar a palavra cultura. Não encontrei nada realmente pertinente, somente palavras excessivamente pejorativas. Talvez seja necessário criar uma nova palavra ou expressão. O que importa é que dizer que alguém não tem cultura demonstra falta dessa mesma “cultura” por parte de quem diz.
Sem Palavras...
Há algum tempo, recebi um e-mail que me deixou orgulhosa de ser brasileira. O na época senador, Cristovão Buarque, num debate em uma universidade nos Estados Unidos, deu um show ao responder um jovem americano sobre a internacionalização da Amazônia. Questionando sobre o assunto, o americano fez questão de frisar que esperava o posicionamento de um humanista e não de um brasileiro. A quem nunca leu este texto, vejam com que sutileza nosso ex-ministro da educação calou a boca dos jovens imperialistas. Esta foi a resposta de Cristovão Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro.Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília,Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas doBrasil.Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!”
Fiquei pensando no que escrever depois deste fora educadíssimo de Cristovão Buarque. Cheguei à conclusão que não há o que falar. Buarque, representante legítimo da política nacional, calou a boca dos americanos e silenciou os brasileiros numa reflexão profunda. Enfim, cuidemos do que é nosso como '"eles" cuidam do que é deles.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Um breve reflexão sobre o tempo

Hakuna Matata!
sábado, 11 de outubro de 2008
Vintche reais!
Vintche reais!Para quem não viu, veja desde já, pois já é tempo há tempos. A frase título desse texto foi proferida por uma travesti (a minha musa atual, trava-trash) em Ji-Paraná, no Pará, no Programa do Repórter Faro Fino (ui!).
http://www.youtube.com/watch?v=OjdFsDo3hjY
Tirando a chacota e a piada a parte, pois o vídeo é engraçadíssimo, podemos utilizar do mesmo para analisar a hipocrisia social e o preconceito latente em nossa sociedade. Eu acredito no Vanessão, por vários motivos. O principal, alguém que tem a coragem de se assumir de um jeito contrário ao que a sociedade diz ser, já tem a coragem suficiente para assumir problemas e culpas que um evento/ação possa acarretar. Vanessão não é homem de se esconder por detrás de uma tarja preta, Vanessão mata a cobra e mostra o pau - e que pau! Vanessão cobra 20 reais a mais quando goza na boca, isso que é mulher.
Vanessão é isso, é a cara - drogada ou bêbada, não importa - que faz o que a sociedade quer. Mas ouvi uma notícia: - boato ou não, deu preguiça de apurar (desculpa, mas minha preguiça é tamanha que me faz ferir os manuais do jornalismo que diz sobre a apuração e a fidelidade aos fatos verdadeiros) - Vanessão morreu de AIDS. Tá, não vou entrar em qualquer mérito ou etc. Na verdade, Vanessão morreu, se morreu, vítima de preconceito. Vivendo fazendo "pograma debaixo de um pé-de-árvore", parando "as moto na BR", excluida, marginalizada, tratada como um grande gorila sexual.
Reparar na história contada pelo cara no vídeo é de suma importancia. Ele disse apenas que brincou com ela e quando percebeu que tinha "um troço grande lá", parou. Não importa se é travesti, ou mulher ou qualquer outra coisa. Ela está sendo o que ela é, mas infelizmente marginalizada, seja na vida, seja na profissão, ou seja na profissão-da-vida.
Ela não cobra 20 reais pela chupetinha porque gosta ou porque quer (tá, ela pode até gostar, mas certamente selecionaria a pessoa, de modo em que não fosse necessário quebrar a moto por isso)! Ela é vítima da sociedade, do estigma do azar de ter vindo ao mundo como é... E enquanto não destruirmos a barreira que existe em nós mesmos do preconceito, vamos continuar estagnados. E muitas Vanessões morrerão assim, a cada 'viiiintche' reais!
Chega de hipocrisia!!! Lutemos pelos direito humanos!
Mas é bom lembrar, que nesses últimos 60 anos, a Declaração ajudou na luta contra o apartheid na África do Sul e pela democracia com o fim da União Soviética. Ela também tem ajudado na luta contra a pena de morte, a tortura, pela igualdade entre homens e mulheres, pelos direitos das crianças, levando a enormes progressos.
O grande desafio é estreitar a distância entre as promessas feitas e a atuação dos governos. Aliás, a atuação não deve ser só do governo, mas de todos. É um dever nosso lutar para garantir nossos direitos e de nossos semelhantes enquanto humanos. Esse sim é o verdadeiro significado de solidariedade entre povos e o real significado da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Novamente a Bossa
Em momento algum minha intenção foi agir de forma preconceituosa em relação a outros estilos musicais. Longe disso! Acredito que a manifestação cultural tem que ser livre em suas diferentes formas de expressão. Não acho que toda música tenha que ser ideológica ou intelectualizada, nem estou dizendo que nossa geração seja incapaz de produzir músicas de qualidade e que esta seja inexistente hoje em dia. Mas parece que as músicas de pouco significado predominam na atualidade.
Lembro de ter assistido um especial na TV que discutia os nomes que marcaram a história da música nas décadas de 50 à 90. Participaram do especial: produtores musicais, diretores de gravadoras, empresários musicais, artistas, músicos e o resultado foi muito interessante. Além da seleção dos nomes e músicas mais marcantes de cada década, foram feitas análises das influências que estes exerceram em suas épocas. A conclusão foi exatamente a que expus em meu outro texto: de quem poderemos nos lembrar no futuro quando pensarmos em música?
Já em relação às letras da Bossa, um colega comentou que algumas composições também falam, mesmo que mais discretamente, de bunda, então me lembrei de grandes nomes da literatura que utilizam do erotismo em suas poesias e ainda sim são consagrados e imortalizados na história, como por exemplo Álvares de Azevedo. A verdade é que a intenção e a forma que se diz é que compõem o significado, reparem para a diferença de: “Moça do corpo dourado/do sol de Ipanema/ o seu balançado é mais que um poema” para “Sou cachorrona mesmo/ e late que eu vou passar.”
É importante lembrar que as músicas e os artistas também são produtores de significado, influenciando a criação de valores numa sociedade. É só reparar na atitude dos jovens de nossa época. A falta de comprometimento político e social demonstram a diferença no comportamento de gerações anteriores à nossa. Influência de uma cultura de massa que empurra goela abaixo conteúdos de baixo significado e ideais de comodismo. E a música não fica fora dessa aliança.
Acredito que em se tratando de música, todos os estilos podem coexistir pacificamente. Pena que nossa geração esteja abrindo espaço quase que exclusivo para as que proporcionam mais ritmo e menos significado.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Por uma questão de solidariedade

Sábio do Azerbajão
Aproveitando a deixa da Susi decidi falar sobre o JF Folia. Segundo a Wikipédia, Micareta é o nome que se dá a um carnaval fora de época. No caso de Juiz de Fora acho que esse ano está um pouco mais fora de época do que os outros anos e demais lugares. Nunca vi outubro fazer um frio desses. Alguns termômetros marcaram hoje 13° graus. Vê se pode, pular numa micareta de 13°, e a sensação térmica, já pensou?
Mas pensando bem, sensação térmica é uma coisa relativa, possivelmente até entrar no estádio o “encarangamento” vai ser coletivo, mas depois, a solidariedade das pessoas fica tão a flor da pele, principalmente, depois de uma...duas...três...latinhas de cerveja, que a vontade de esquentar umas as outras é quase incontrolável. Ah meu Deus, quanta generosidade.
E esse ano além dos shows já agendados, da moçada bonita e de tudo que vocês já conhecem, poderão também se prevenir contra a rubéola, é isso mesmo, você paga a entrada e ganha a vacina. A prefeitura levou a sério a idéia de que “de graça até injeção na testa”. Ao menos se a sua avó te perguntar no almoço de domingo o que você fez no fim de semana, você pode falar que tirou algumas pessoas do frio e participou da campanha de vacinação contra a rubéola.
